© Leandro Girardi Shimba por Danielle Shimba

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SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL OU JOELHO DO CORREDOR

A síndrome do trato Iliotibial é uma lesão por sobrecarga. É a segunda lesão mais frequente e a primeira maior causa de dor na região lateral do joelho de corredores, podendo acometer também praticantes de outros esportes que envolvem flexões repetitivas do joelho, como o ciclismo e maratonistas de longa distância.
Artigos relatam incidência da síndrome do trato iliotibial de 1,6% a 14% entre os corredores, sendo mais frequente no sexo feminino.
A dor é causada pelos movimentos repetitivos de flexo-extensão do joelho, gerando um atrito entre o trato iliotibial (uma banda fibrosa na lateral do joelho) e o epicôndilo lateral do fêmur (uma proeminência óssea na lateral do joelho), resultando em um processo inflamatório no local e dor. Ela se manifesta geralmente durante a prática da atividade física, com piora em terrenos inclinados. Geralmente após alguns minutos de repouso, a dor desaparece, mas logo retorna no início de uma nova corrida.
Historicamente, podemos considerar como fatores predisponentes um encurtamento do trato iliotibial com tensão aumentada, joelhos com deformidade em varo (pessoas que tem o joelho arqueado para fora, como se fosse um cavaleiro montando o seu cavalo), um epicôndilo lateral proeminente, pés pronados, assimetria de membros inferiores e aumento de treinamentos. Em um estudo publicado pela Universidade de

Stanford, em fevereiro de 2016, os pesquisadores encontraram como principais fatores de risco o encurtamento do trato, controle neuromuscular alterado e fraqueza da musculatura lateral e posterior do quadril.
O diagnóstico baseia-se na historia clinica e no exame físico, sendo que, em alguns casos, pode-se recorrer ao exame de ressonância magnética.
O tratamento visa combater a inflamação, por meio da modificação no treinamento, fortalecimento muscular e alongamento em casos selecionados. Uma fisioterapia bem feita é fundamental.
Para os pacientes que não responderem ao tratamento, tem-se como recursos a infiltração e, em último caso, o tratamento cirúrgico.